quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Esconde-esconde


Queria carinho e atenção
E quem sabe uma canção!
Queria um colo amigo,
um abraço, um abrigo!
Mas até agora minha sina,
tem sido andar sozinho.
Ai amor pequenino
é como um menino,
sapeca a afugentar-se,
a brincar de esconde-esconde...
Conto até três...
Conto até mil...
Cadê você menino? Já vai apagar o pavio!

Tatiane Figueredo
Rio de Janeiro, 2012.






sábado, 28 de janeiro de 2012

A Procura

                         
A Procura

Procuro um verso solto,
Uma palavra caída no meu chão frio.
De um lado a outro os procuro.
Dentro de meu corpo, e até em meus cabelos.
Não! Não encontro.
Mas estes meus versos pequeninos, esta palavra fugida.
Tão distantes do meu olhar, estou a procurar.

                                                          São Paulo, 2012
                                                          Tatiane Figueredo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Domingo

Hoje neste domingo nublado e com leves anunciações de chuva.
A saudade em meu peito torna-se mais dilacerada.

                                                                                                         
                                                                                      São Paulo, 2012
                                                                                      Tatiane Figueredo







Decepções

Ai... Estas decepções as quais nos deparamos no caminho chamado vida.
Estas, decepções, são riscos. Possíveis a quem não sabe doar-se por metade...
Apenas inteiramente!


                                                                        Tatiane Figueredo
                                                              Parada em algum lugar no tempo



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Encontro


Encontro

O calor do seu corpo me faz estremecer.
A firmeza do teu olhar enlouquece-me.
A leveza de teus beijos doces,
a ardência sobre minha pele.
Anseio dilacerante, desvairado.
E no findar da noite,
entre os lençóis de nossos desejos,
teu corpo é música, teus suspiros poesia.

                                                                         São Paulo, 2012
                                                                         Tatiane Figueredo




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu sou



Eu sou
Sou ave amor!
Quando pousará em meu destino,
Afastando a solidão que entedia meu dia.
Compartilhando vida.

Sou ave amor!
Por preferir liberdade.
Prefiro intensidade,
por preferir verdade.
Meu prazer é voejar.
Amor! Dou-me a ti inteira.
Porém, não deixo de ser ave.

                             Rio de Janeiro, 2011
                             Tatiane Figueredo